LINHA DO TEMPO 3

SENTA QUE LÁ VEM A HISTÓRIA 3

Já estávamos no dia 27 de maio, há 6 dias meu bebê estava na UTI. Neste dia eu estava em casa me preparando para ir ao hospital, cerca de 7:40hs da manhã, quando toca o telefone…todo mundo gelou, eu e meu marido nos entre olhamos, mas ninguém tinha coragem de falar nada… Meu marido atendeu o telefone e logo percebi que era do hospital, momentos angustiantes tentando ver no semblante de meu marido o que ele estava escutando, ele só falava ok e dizia que já estávamos indo para lá. Então ele desliga o telefone e conta que a médica da UTI está pedindo para levarmos uma chupeta, porque o Vini não para de chorar…(risos, alegria, emoção), passamos na farmácia e levamos logo duas, diferentes tipos de bico para ver qual daria certo e corremos para o hospital.

Ao chegar na UTI meu Vini tinha acabado de tomar banho e estavam trocando o bercinho dele, como ele estava no colo da enfermeira não estava mais chorando, e foi aí que a enfermeira perguntou se eu queria segurar o Vini no colo enquanto elas terminavam de arrumar o bercinho…nossa…até engasguei para responder e ao invés de responder com um sonoro SIM, eu perguntei se eu podia. Era a primeira vez que seguraria meu filho no colo e, mesmo sendo mãe de segunda viagem, confesso que segurei meio desajeitada, com medo de puxar algum fio, pois ele ainda estava recebendo medicações e monitoramento…mas no fim deu certo…o difícil foi ter que colocá-lo no bercinho de volta, e foi então que começou a choradeira.

Então começamos as tentativas de chupeta, dávamos uma e ele cuspia, dávamos a outra e a mesma cena, insistimos e ele cuspia longe, então com as mãos dentro da incubadora eu comecei a conversar e a cantar para ele e ele foi parando de chorar, e foi assim o dia todo, ele sentindo minha mão e ouvindo minha voz trazia tranquilidade a ele e assim o choro ia cessando.

Durante a noite, bom, nem preciso falar que foi uma choradeira só e muitas tentativas de dar chupeta em vão…pois eu não estava lá (obrigada enfermeira pela paciência e carinho).

No dia seguinte mais momentos de cantoria e conversa, em pé, quase o dia inteiro, ao lado da incubadora, com os braços enfiados quase que completamente nas entradas da incubadora, na tentativa de fazer ele sentir meu colo mesmo de longe. Com uma semana de cesária eu não soube o que era não fazer esforço, aliás eu nem lembrava que tinha um corte ali ainda não cicatrizado, não tinha tempo para isso.

No minuto do Vini, 21hs, meu marido estava comigo e com o Vini, pois era hora de visita, então, como em todas as visitas, eu segurava uma mãozinha e meu marido segurava a outra, e quando íamos começar nossas orações o Vini, que dormia, abriu os olhinhos, olhou para mamãe e papai e agarrou nossos dedos com força, foi um momento de muita emoção e agradecimento, ele era muito maior do que achávamos, realmente um guerreiro. Naquele dia não queria sair dali, mas confesso que fui para casa feliz, com a certeza de que tudo ficaria bem.

DIA 29 DE MAIO

Cheguei ao hospital, e como todo dia, a primeira coisa a fazer era retirar leite para dar pela sonda ao Vini, mas esse dia ia ser diferente, quando cheguei na UTI, ao invés de me ajudarem a retirar o leite, me deram um grande presente, naquele dia a médica queria ver como o Vini se sairia mamando no peito, e assim aconteceu, 3 enfermeiras ajeitando o Vini no meu colo, passa fio para cá, passa fio para lá, põe travesseiro embaixo do Vini, arruma a coberta para evitar o frio, ajeita o peito e PLIM!!!! A mágica acontecia, Vini de primeira abocanhou o peito e lá ficou por 1hora e meia MAMANDO, acreditem se quiser, nunca vi tão esfomeado, sem dormir nem por um minuto ele mamou sem que eu precisasse fazer nada, ele ali tão pertinho de mim, eu segurando sua mãozinha e acariciando seu corpinho, enquanto ele se deliciava, parecia até que ele sabia que se parasse de mamar iriam tirar ele do meu colo, mas isso não aconteceu, meu carrapatinho a partir daquele momento só desgrudava de mim quando havia algum procedimento a fazer ou durante a noite, nos outros momentos ele era meu, todinho meu…Conclusão, Vini se saiu tão bem mamando sozinho que assim foi até 4 anos de idade, mas isso é outra parte da história.

E assim seguiram os dias, Vini mamando super bem, ganhando peso, cada exame repetido apresentava resultados cada vez melhores, remédios terminando, cada dia menos fio ligados ao Vini, menos monitoramento “Alecrim Dourado” e “Como é Grande o meu Amor por você” eram a trilha sonora daquele quartinho de UTI, de vez em quando eu me pegava empolgada cantando para o Vini e via pelo vidro médicos e enfermeiras admirando aquele amor que eu tentava traduzir em palavras para o Vini.

No dia 2 de junho de 2013, cheguei a UTI logo cedo e a médica perguntou o que eu achava de sair de lá com o Vini, bem, isso não é uma pergunta que se faça a uma mãe que está com o filho na UTI, pois a resposta claro que seria outro sonoro SIM, mas eu, toda cautelosa e medrosa, hesitei mais uma vez e falei: “- A Dra é quem sabe”, e então ela disse: “ Acho que já dá, vamos ver”.

E assim segui para o bercinho do Vini, agora fora da incubadora, dei mama, cantei e fiquei observando a movimentação de enfermeiras e médica, às vezes pegava elas olhando para o quarto do Vini e falando entre elas coisas que eu não conseguia ouvir…já começava a desconfiar que não íamos sair de lá naquele dia, mas tudo bem, ele estava bem e estava ali comigo, então tudo certo, seja o que Deus quiser. E foi assim que, no fim da manhã, a médica entra no quartinho de UTI do Vini e diz: “- Vamos para o quarto, então?”, nessa hora eu não hesitei e bem rápido respondi o sonoro SIM, abafado por duas vezes anteriormente. Não me cabia de tanta alegria, realmente um milagre aconteceu ali, o Vini surpreendeu a todos que o acompanharam, palavras de médicos e enfermeiras ali presentes. Graças a Deus.

Depois de uma previsão tenebrosa de estadia na UTI, meu Vini saiu vitorioso após 12 dias, lindo, perfeito, dourado, forte, mamando e grudadinho na mamãe, e assim eu voltava para o quarto do hospital para ali ficar mais 2 dias, agora com meu Vini 24hs por dia.

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