LINHA DO TEMPO 6

SENTA QUE LÁ VEM A HISTÓRIA 6

 

Vini e sua relação com as terapias

Desde os 8 meses o Vinicius tem uma agenda cheia, a partir da confirmação de que as coisas não estavam indo tão bem quanto gostaríamos iniciamos uma corrida contra o tempo para oferecer ao Vini a oportunidade de ter um desenvolvimento normal, de ter as mesmas chances que outras crianças da idade, um intensivo de terapias logo de cara iria colocar as coisas de volta no seu lugar e poderíamos mais uma vez continuar de onde tínhamos parado, mas não.

A realidade foi dura e determinante, durante os primeiros meses achamos que aquilo era temporário, mas o tempo implacável passava e os ganhos esperados não acompanhavam o seu ritmo frenético. Um bebê de 8 meses, tão delicado e frágil, e já tão cheio de atitude, era ouvinte atento às orientações e “brincadeiras” terapêuticas, as quais em 2 ou 3 repetições o Vini já sabia que aquilo não era uma simples brincadeira, repetições sugeridas pelo terapeuta e por mim também, muitas vezes, evidenciavam que ele não estava brincando, pois nem sempre queria aquela “brincadeira”, mas mesmo assim se submetia ( às vezes não, kkk), parecia saber que aquilo tinha um porquê, de alguma forma fazia sentido, e assim foram alguns anos até ele começar a entender mais, e então, com uma postura mais que precoce, ele mesmo nos corrigia quando nos referíamos às “brincadeiras” e ele dizia: “ Não, é terapia”.

Tão pequeno e tão consciente de si mesmo, isso é perceptível quando em um momento qualquer, fora de terapias ou atividades direcionadas ele, em meio aos seus esforços solitários, dizia, e diz cada dia mais: “Mãe, olha o que eu faço”, e imediatamente uma emoção gigante, uma vontade imensa de chorar, apertar, gritar, rir, correr, comemorar, filmar e mostrar para todo mundo me acomete, é lindo e gratificante demais ver ele mesmo explorando suas capacidades,  descobrindo um mundo de possibilidades até então negadas a ele pela sua condição, os estímulos  são necessários, sempre, frequentes, e ajudam muito, principalmente quando se encontra o melhor caminho, o qual cada um tem o seu, no caso do Vini, vários métodos foram utilizados, reconheço que em todos eles tivemos ganhos, mas os maiores, melhores e que produziu respostas mais rápidas e eficientes, atualmente, é o CME, método alvo da nossa campanha. Mas apesar da busca incessante por melhores resultados, e de fato vendo os resultados, no nosso caso, sempre têm horas que, nós pais, nos sentimos de mãos atadas diante desta realidade que nos é imposta, e então o jeito é respirar fundo e continuar, sempre continuar e nunca mais parar.

Com certeza essa vida de terapias não é fácil, cada dia um lugar diferente, pessoas diferentes, estímulos, cores, sons, humor, enfim, Vini sempre foi muito cooperativo, mas claro que, como todos nós, tem seus dias que não está afim de nada, e além disso, uma simples sessão de fonoaudiologia, para uma criança com as necessidades do Vini pode ser tão desgastante quanto uma sessão de fisioterapia, guardada as devidas proporções, pois cada conquista do Vini, tenha certeza, que teve como precedente muito esforço da parte dele.

Eu, como mãe, cumpro meu papel à risca, leoa que sou, não existe obstáculos que meu filho, ou eu junto com ele, não ultrapassemos, e isso não quer dizer que seja fácil, muitas vezes é bem difícil, dói, machuca, rasga o coração, mas estamos lá firmes e fortes, e além de tudo sempre com um sorrisão no rosto para tentar garantir alegria total ao Vini. Sou uma mãe durona, nunca tive dó do Vini, sempre acreditei na capacidade dele e assim sou exigente com ele, muitas vezes nos estressamos um com o outro, pois nós dois temos limites, eu quero e preciso que o Vini se dedique nas terapias e quando isso não acontece o sentimento de derrota, de que eu falhei, bate forte. Já o Vini é um ser com vontades e personalidade forte também, não é um ser  passivo, o qual eu domino e comando, ele tem vontade própria e merece meu respeito, sendo assim tem dias que ele mesmo diz que não quer fazer terapia, a através de muita conversa acabo convencendo, com certeza não será aquele dia que ele vai “arrasar”, mas foi mais um dia. E assim vamos aparando algumas arestas e seguindo, atualmente a manha para fazer exercícios só tem acontecido comigo, pois com os profissionais ele tem sido um “mocinho”, como costumamos dizer aqui, porém quando combinamos nossa rotina com antecedência as coisas fluem melhor, geralmente no café da manhã acontecem os combinados, isso quando o Vini não acorda logo cedo, me chama no quarto dele e já começa a disparar suas “programações” do dia, e o mais lindo é que ele faz todas as exigências dele e já avisa que antes ele vai fazer os exercícios…é pra morder, né?.

Para quem ficou com dúvidas, é isso mesmo, ele faz exercícios comigo sim, isso porque a fisioterapeuta daqui de São Carlos e a fisioterapeuta dos intensivos de Curitiba, passam” tarefa” para que eu faça em casa também, em horários diferentes da terapia com o profissional, são alguns exercícios mais simples, mas que também exigem muito dele, assim os estímulos motores são diários, mantendo o corpo em alerta e “vivo”.

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